Não querendo cair nos lugares comuns como o que é bom acaba depressa ou foi bom mas soube a pouco, digo apenas que soube muito bem e já pensamos em mais.
As viagens correram bem, dentro do possível. Demoramos imenso tempo porque paramos muitas vezes para a Beatriz mamar, mudar fralda, descansar. A Nini perguntou centenas de vezes: Já estamos a chegar?
A Beatriz portou-se muito bem. Muito bem mesmo. Quase nem davamos por ela. Dormiu lindamente, algumas noites completas até. Adormecia sozinha no carrinho enquanto estavamos na piscina o que me deixou dar atenção e brincar com a Nini. A única coisa que ela não gostou nada foi do banho. Ganhou novamente medo. Comecei por dar-lhe no lavatório, detestou! A banheira grande não dava muito jeito e tinha pouca luz, mas lá fui comprar um daqueles assentos para bebés para facilitar, mas ela também não achou piada. Enfim, foi a hora do dia mais chata para ela, chorou sempre. E continua a chorar agora em casa, vamos lá ver se perde o medo outra vez rapidamente.
A Nini virou patinho. Passou grande parte do tempo dentro de água. No primeiro dia esteve irreconhecível, só ia à água connosco e não nos largava o pescoço. No segundo estive a manhã toda dentro da piscina com ela. Convencia a largar-me o pescoço e segurar-me nas mãos. Depois era eu que a segurava a ela e não ela a mim. Depois só uma mão, fomos trocando de mão. Lá a convenci a largar por um segundo.... e pronto, parecia outra! Há cada uma! A partir daí entrava e saía da piscina sozinha, atirava-se de frente, de lado, com lanço. Transformou-se!
Infelizmente fizemos pouca praia. A distância a pé ainda era razoável e com a Beatriz era complicado, ou melhor, era possível mas desconfortável (estou mais perto da praia aqui em casa do que lá). E para a bebé era melhor dormir no carrinho do que na alcofa da praia. A praia também não nos encheu as medidas, embora seja uma boa praia, tinha muita gente.
O hotel (aparthotel) era bom, muito bem equipado, tinha inclusivé máquina de lavar roupa o que me permitiu levar as fraldinhas da Bia. E ainda bem, nota-se que ela se sente bem mais confortável. Na véspera de irmos usei em casa descartáveis (para poder levar as fraldinhas todas lavadas) ficou logo com o rabinho vermelho.
A Nini deu-nos que fazer às refeições. Não há maneira de esta miúda ganhar apetite. Ou melhor, só tem apetite para o que faz mal, bolachas, leites achocolatados, iogurtes, agora a comida de prato é um trinta e um. Dei-lhe a comida à boca a maioria das vezes, uma vergonha! Uma das batalhas cá em casa a partir de agora vai ser a reeducação alimentar.
Pai e filha estão uns morenaços, basta-lhes um bocadinho de sol para ficarem assim. Eu ganhei uma corzita mas pouco estive ao sol, ou estava de volta da Bia, à sombra, ou dentro de água com a Nini ou o papá.