Hoje, à hora de deitar. O pai a ver futebol, eu a acabar de jantar, mandei-as para o quarto brincar só cinco minutos para se irem deitar de seguida.
Não demora muito até que a Inês me chame aos gritos: “Mãe, a Beatriz está a molhar a minha cama!“. Lá estava ela, de copo na mão, que havia enchido no bidé e despejado num boneco em cima da cama da irmã. Pelos vistos tinha um doi doi e precisava de água. Aparentemente, já ia na segunda dose de tratamento, ou seja, no segundo copo de água. Conclusão, cama da Inês totalmente molhada, tive de tirar tudo e fazer a cama de lavado. Claro que me fartei de praguejar.
Enquanto faço a cama, sua excelência senta-se na sua cama a ver-me e a brincar com o gato. Não é que, quando acabo e a mando sair da cama para ir fazer xixi e lavar os dentes, vejo que a cama dela está também molhada? Enquanto eu mudava uma, resolve fazer um xixi na outra. Digo-vos, até me vieram as lágrimas aos olhos. Isto ao final do dia, estes disparates são apenas os últimos do dia, não os únicos. Ninguém merece.
E lá tenho de lhe mudar a cama toda também, do resguardo à manta aos pés da cama para as noites mais frias.
Enquanto isso ainda tenta disparatar com a esfregona (sim porque a casa de banho ficou inundada com a brincadeira da água) e ainda levou uma palmada no rabo.
Vou para o céu. De certeza.