O Pai Natal.
E eu jurava que ela ia responder que era o Fofinho... ou a Rosinha.
Mas é verdade que o Pai Natal é um “animal“ bem mais generoso.
O Pai Natal.
E eu jurava que ela ia responder que era o Fofinho... ou a Rosinha.
Mas é verdade que o Pai Natal é um “animal“ bem mais generoso.
Ontem cozi ovos e deixei-as pintá-los. Adoraram. Tanto que a Beatriz não os largava e acabou por partir (e comer) um.
Tagarela número 2 em franco desenvolvimento.
Pensei que não era possível mas está a parecer-me, tenho mesmo a certeza, de que a Beatriz é tão faladora como a irmã.
A Inês nunca está em silêncio. Ou está a falar, ou a cantar, ou a choramingar, ou a trautear... até a lavar os dentes ela emite sons.
Hoje, à mesa, lá estava ela a trautear entre dentes. Mandei-a calar-se pela vigesima vez no último minuto e fiquei de olhos fixos nela. Ela viu que eu não estava para brincadeiras e calou-se. Segundos depois já ia recomeçar a cantoria, abriu a boca, ia começar a emitir um qualquer som, quando me viu a ainda olhar para ela. Até engoliu em seco e fechou a boca de uma forma forçada, quase como a disfarçar. Até me deu vontade de rir. É mesmo algo superior a ela.
A pequenina está a ficar igual.
Estou receosa...
Ontem de manhã o pai lavou e vestiu a filha mais nova. Mas molhou a manga da camisa e foi secá-la com o secador. A Beatriz vem ter comigo:
- O pai milhou a camisola.
- Ai sim? Deixa lá, já está a secar.
- Tu não molhas, pois não mãe?
- Não é costume.
- Tu és adulta!
- O quê? - Até pensei não ter ouvido bem.
- Tu és adulta, não molhas a camisola. Mas o pai milhou. Não é, mãe?
Quase chorei de tanto rir. Até a filha mais nova já o topou!