terça-feira, 3 de dezembro de 2013

2/31


Cartas para o Pai Natal já enviadas.
Esperemos que cheguem a tempo e que algum dos pedidos seja atentido.
A Beatriz este ano já tem outra percepção do Natal. Anda muito contente com todas estas novidades da quadra natalícia e já pergunta todos os dias se falta muito para o Pai Natal chegar.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

1/31*


O primeiro chocolate do caléndário do advento.
A excitação era muita e, finalmente, chegou o dia de começar a abrir as janelinhas de chocolate.
Um por dia, depois do jantar, foi o que combinámos.


*31 fotos com inspiração natalícia

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Eu seria bem mais feliz se a minha filha não tivesse TPC

E ela também.
E não seriam tão desgastantes os finais de dia.
E não passaríamos as poucas horas que estamos juntas durante a semana, chateadas uma com a outra.

Ela chega cansada e com zero de vontade de se sentar a fazer os trabalhos. Tira casaco e sapatos, faz um segundo lanche, vai à casa de banho, brinca com a irmã, tudo menos sentar-se e despachar os ditos. Eu começo a lembrar de 5 em 5 minutos: "Inês, vai fazer os tpc's!" ela responde sempre o mesmo "Já vou!".

O tempo vai passando. Lá começa a fazer. Interrompe uma dezena de vezes. Tem sempre dúvidas (na verdade tem é preguiça e quer que a ajude para acelerar a coisa). A mais nova não ajuda. Chama por ela, mete-se com ela, mexe nas coisas dela, discutem. Quando estou a explicar-lhe qualquer coisa (esta semana com a subtracção - usando o algoritmo, sendo matéria nova, tem precisado de alguma ajuda) a Beatriz está constantemente a chamar por mim, ou quer dizer qualquer coisa, ou quer água, ou quer ir à casa de banho...

Chega a hora do banho e os tpc ainda não terminaram. Preciso de fazer o jantar e ainda nem tomaram banho... porque os tpc ainda não terminaram. Começo a passar-me a perguntar de 5 em 5 minutos "Ainda falta muito?" e a resposta é sempre a mesma "Está quase!". Passados 15 ou 20 minutos a resposta continua a mesma "Está quase!". A paciência esgota-se. Ralho com ela, que é sempre a mesma coisa, que não se despacha, que só brinca e nunca mais acaba. Ela chora, diz que não a ajudo. E andamos nisto. Ela quer ajuda (que não precisa), a mais pequena não me deixa estar junto da irmã sem exigir atenção, os banhos por tomar, o jantar por fazer. Lá tento distrair a Beatriz e conseguir ajudar no que falta. Mas depois lá estou eu a explicar-lhe e ela a olhar para o tecto, ou para o que a irmã está a fazer, ou para o mosquito que passa! Ameaço arrumar-lhe os livros e ir com os tpc por fazer. Ela chora e diz que não pode ser. 

Termina sempre os tpc depois de muita luta. Quase não brinca. Todos os dias desgastamos mais um bocadinho da nossa relação.

Eu sei que parte é culpa dela, do seu feitio. Todos os dias lhe peço para se concentrar e fazer tudo seguido sem se distrair para ter tempo de brincar. Há dias em que ela consegue mas na maior parte deles já vem cansada de mais para isso. 

Também sei que a culpa é minha. Devia ser menos permissiva e arrumar-lhe mesmo os livros ao fim de algum tempo. Já o fiz. Mas sei que para ela isso é o fim do mundo e vai chorar até se deitar.

Os tpc serão assim tão importantes? O professor acha que sim. Eu tenho as minhas dúvidas...

Eu sabia que este dia chegaria...

Hoje dormi 6 horas e 40 minutos seguidas, sem qualquer interrupção.

Ainda nem estou em mim!

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Aleluia!


Finalmente terminei a manta/colcha em granny squares!
Depois de vários meses sem lhe dar avanço, o frio chegou e a motivação de a terminar também.
Não ficou exactamente como idealizei. Acho que, se um dia fizer outra, uso mais cores e quadrados maiores. Mas, ainda assim, fiquei feliz por conseguir concretizar este projecto. Estão ali muitas horas de serão, muitas horas roubadas ao sono.

A Beatriz finge tirar fotografias... com a máquina de calcular.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Pizza ultra rápida


Para um jantar ou lanche inesperado faz a diferença ter uma receita de massa de pizza, boa e rápida. Esta dizem ser do famoso Jamie Olivier. A vantagem desta massa é não precisar de levedar e por isso poder usar-se imediatamente. Deve ser bem amassada e esticada para uma massa fina e estaladiça.

Ingredientes:
250 g de farinha de trigo fina
125 ml de água morna
1 colher de chá de fermento
1 colher de chá de sal grosso
1 fio de azeite

Preparação:
Numa taça grande coloque a farinha e o fermento e misture bem.
Faça um buraco no meio e coloque a água morna e, com a ajuda de um garfo, dissolva o sal.
Junte o azeite e com o garfo vá misturando tudo até a massa começar a descolar da taça; se necessário coloque mais farinha.
Quando a massa estiver a descolar, polvilhe a bancada com farinha e despeje a massa. 
Amasse bem com as mãos, polvilhando com farinha, até que fique macia, elástica e não cole às mãos.
Faça uma bola e estique a massa em forma circular.
Recheie a gosto e leve a forno pré-aquecido nos 180ºC até ficar douradinha.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Que susto, pá!

Contextualizando: fim de dia, pai fora, a acabar de arrumar a cozinha, com pressa para as ir deitar.

Quando estou quase a terminar, ouço a mais a nova chamar, o som é abafado: "Mamã, anda cá. Não consigo sair".

Estava no escritório. A porta não abre. Pergunto-lhe o que se passa. "Fechei a porta à chave". Ó Céus! "Tenta rodar a chave, Beatriz", "Não consigo" , a choramingar. Noto-a a ficar nervosa e a afastar-se da porta. A irmã entra em modo histerismo, fala mais alto que eu, uma grande confusão, ninguém se ouve. Tive de acalmar a mais velha e não a deixar falar. Experimentei outras chaves. Nada. Estudei a possibilidade de sair sem ser pela porta. Impossível. Comecei a ficar sem opções. Deitar abaixo a porta (tipo à filme) fora de hipóteses, nunca teria força para isso. A miúda sempre a pedir para abrir a porta. A choramingar. O medo a crescer.

Dou um estalo mental a mim mesma. Não pode ser, calma lá. Isto resolve-se. A única solução é ser ela abrir a porta.

"Beatriz, chega aqui perto da porta. Tem calma. Vamos abrir a porta as duas. Está bem?"
"Não consigo"
"Consegues! Roda lá a chave como fizeste para fechar"
"Eu não sei. Para que lado é?"
"Faz para qualquer lado e vamos ver"
Roda a chave e nada. "Não consigo. Eu não sei" E chora.
"Tenta outra vez, tens de fazer força. Tem calma e tenta. Vais ver que dá"
Volta a tentar e ouve-se um clique. Puxo a maçaneta. Nada. Foi no sentido contrário. "Boa, filha! Tens de fazer o mesmo mas roda a chave para o outro lado. Faz força para rodar"
Ela roda e roda. E chora nos entretantos, diz que não consegue e afasta-se da porta. Chamo-a e tenho de a acalmar, via fechadura, várias vezes. "Espreita aqui, vês a mãe? Não vou sair daqui. Vamos lá tentar!"
Mais umas quantas tentativas... abriu!

Ufa! A porta abre e ela atira-se para o meu colo. Coração a miil e olhos vermelhos. Super assustada. A irmã ou se ri histérica ou faz uma cara de pesar, Ó Bia!

Foi uma lição para todos! A Inês tirou todas as chaves das portas (já poucas tinham, só as que nunca se fecham mesmo, como a do escritório em que a porta está sempre aberta). A Beatriz prometeu nunca mais brincar com chaves, Eu, depois de as pernas pararem de tremer, pensei que ainda acabamos por ter sorte. A Inês já fazia filmes de chamar bombeiros e polícia!

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Vai dar ao mesmo

"Mãe, quero um totó. Gosto muito de andar de rabo de burro".

Beatriz, 3 anos

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Entre dias bons, outros menos bons, algumas viroses e maleitas do género, cá vamos levando. Esta semana com sol ajuda a arrebitar os ânimos.

A mais velha tem mau acordar mas acaba por sair de casa bem disposta (depois de algumas birrinhas para tomar o pequeno almoço, para vestir o casaco, para se mexer basicamente). As aulas já correm a todo o gás e já houve dias em que tive de me chatear por causa dos tpc (distrai-se com tudo!).

A mais nova continua a adaptação à escola. Depois de uma primeira semana com muitos nervos (dela e meus, ela nem dormia bem, agitada, sempre a acordar) e muito choro, seguiu-se uma segunda semana tranquila, já ficava bem, sem chorar e só chorava um pouco na hora da sesta, voltava a chamar pela "mamãzinha". Pois que a terceira semana e esta quarta que já vai a meio, tem sido um mix, chora para ficar, chora muito, agarra-se a mim, grita que quer a mamã e tenho de sair com ela assim, mas depois acalma-se, fica bem, come bem e passa bem o dia. 

Eu, estou farta de estar com tosse. Estive constipada, fiquei com dores de garganta, fiquei sem voz (exactamente no dia em que comemorei 10 anos de casada), agora veio a tosse. Até me doem os abdominais de tanto esforço (será que conta como exercíco físico?).

O marido teve um presente fantástico no nosso aniversário, a mulher bem caladinha :) Levou-me a jantar a um sítio top, foi muito bom. Ele bem queria fazer surpresa mas eu topei-o logo!

O gato está um chato! 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Outono

Chegou! Continua assim porreiraço, ok?
Que dias fantásticos de praia!





quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Ao terceiro dia

Discurso de final de dia:

Amanhã não vou para a escola.
Não quero ir para a escola.
Nunca mais quero ir para a minha escola.
Eu não quero ir. Já disse!
Eu não vou porque eu choro.

Está bonito, está.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

E ao segundo dia...


Chorou baba e ranho para ficar.
Eu sei, é normal.
Eu sei, vai passar.
Eu sei, ela depois fica bem.
Mas custa para o caraças!

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Para mais tarde recordar

Enquanto lhe preparo o lanche, ela, sentada na bancada da cozinha, puxa-me, abraça-me e diz: "mamã, gosto mesmo muito de ti!". E dá-me um beijo.

Foi simples, inesperado e uma ternura.

Ela costuma dizer "mamã adoro-te" ou "mamã, és muito linda do mundo". Hoje variou.


The very first day


Acordou bem disposta e decidida.
Despachou-se em três tempos, sem birras.
Saiu de casa feliz e na expectativa. Ficou de mão dada com a educadora sem qualquer stress.


Chorou a meio da manhã e não quis colo de ninguém.

Mas,
Acalmou-se e brincou com os novos amigos. 
Almoçou bem.
Estava bem quando a fomos buscar depois do almoço.
Deu-me um abraço apertado e suspirou profundamente quando me viu.
Despediu-se tranquilamente da educadora prometendo voltar amanhã para mais brincadeira.

Correu bem!



Desculpem as fotos desfocadas, mas tem de ser.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

De volta à escola!



A mais velha recomeça hoje as aulas, feliz, ansiosa por ver os amigos, expectante pela sala nova. Com a mochila carregadinha (muito pesada mesmo) de novos materiais escolares e de livros prontos a estrear. Tudo a cheirar a novo e a recomeço.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Projecto 10/10 Setembro

Projecto 10 on 10 de Setembro
"10 locais onde tenho fotos"


Na parede da cozinha


Na sala


E na sala


No hall dos quartos


Em álbuns


Na agenda


Em papel, soltas, por todo o lado


No quarto


No telemóvel


Muitas ainda na cabeça!

... e muito mais!

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Este fim de semana andámos de comboio








Uma viagem curta, só mesmo para conhecerem e experimentarem.
Foi muito bom. Fez as delícias delas.
E, como foi de improviso, soube ainda melhor.

Não me canso de contemplar a magnifica estação de São Bento. 
Parece que os anos passam e vai ficando mais bonita e carismática. 

domingo, 8 de setembro de 2013

Não há que enganar

Um passeio pelo parque, uma visita aos patinhos com um saco cheio de pão seco, é programa bem sucedido e umas horas bem passadas.






sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Bandeira vermelha


Quando a bandeira está vermelha, não te atrapalhes.
O "mergulho" não pode faltar. Nem que seja de balde!
O lema das miúdas é estarem sempre de molho.
Sejam ondas, de balde, chuveiro da praia, piscina, banheira...
Só ficou a faltar o banho de mangueira. Venha um dia quente a valer e ainda tratamos disso!

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Setembro

Chegou Setembro. 

Por aqui ainda não se alteraram muito as rotinas porque as aulas ainda não começaram. Ouço e leio relatos entusiasmados do recomeço ou da primeira ida para a escola. Ouço e leio expectativas e ansiedades. Ouço e leio sobre as maravilhas deste mês, do que aí vem. 

Confesso que em mim o mês de Setembro nunca causou boa impressão. Os dias são mais pequenos. O calor começa a ir embora. O verão começa a despedir-se. Começo a pensar que o frio está cada vez mais perto. Os dias cinzentos, húmidos e feios a chegar a passo acelerado... não gosto.

Eu vivia bem e feliz com sol e calor todo o ano. Ou, pelo menos, que se invertesse e que o frio durasse o que dura o nosso verão, que passasse a correr como passam estes dias bons e luminosos.


A escola está prestes a começar. Um recomeço para a mais velha, um verdadeiro início para a mais nova. Aguardo com altas expectativas por ambos, por razões diferentes e por uns dias mais calmos. Três meses de férias delas é dose. É intenso, bom às vezes, cansativo sempre, mau muitas vezes.  Fizemos coisas giras, fizemos praia, piscina e um piquenique. Fomos ao cinema e às compras. Ficámos em casa. Passeámos. Brincaram, divertiram-se, chatearam-se. Deram muitos beijos e abraços à mãe mas também me puseram a cabeça em água quase todos os dias.