sábado, 2 de agosto de 2014

H2O

Uma das séries preferidas do momento. Sereias em versão teenager. 

Agora só quer piscina e nadar debaixo de água. 

Sereia, poderes, lua cheia...  Só ouço disto!

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Horta ou jardim?

Actividade do dia - início à jardinagem (soa a nome de workshop). 

É uma novidade para todas, para elas e para mim que não percebo nada disto. Mas temos um terraço e é uma pena não termos qualquer natureza nele. Fui a um horto com a ideia de comprar umas plantas grandes que não dessem muito trabalho mas que se fizessem notar pelo verde. Mas com elas nunca se pode seguir um plano, o improviso acaba sempre por ganhar, arrastaram-me para os vasos de flores. Queriam trazer tudo (que fosse cor de rosa!), eu puxava para os verdes, elas puxavam para as cores.

Depois passamos pelas aromáticas e pequenos frutos. A Inês viu um vaso de tomate cereja e disse logo "eu quero este!", adora estes tomates e a ideia de ter "os dela" agradou-lhe! A Beatriz gostou de um vaso de piri-piri... pois, ele é giro, mas é de piri-piri. As flores não sei como se chamam, não reparei. Consegui convencê-las que no terraço ficava melhor umas flores amarelas ou laranjas. Na verdade eu também tive vontade de trazer muitas mais coisas mas tinha a mala do carro cheia com as tralhas da praia e tive de trazer um saco de terra que ocupou logo imenso.

Ficou a promessa de voltarmos. Parece que as sebes/arbustos inicialmente pensados vão ter de esperar. 


Mal chegamos metemos a mão à obra. Foi preciso tirar a terra velha dos vasos que tínhamos, lavá-los, enche-los da terra nova e colocar as plantas. Tudo sem arte mas com muita vontade. Depois regaram e contemplaram.

Hoje já me perguntaram se podíamos ir comprar mais plantas. A ideia de ter uma mini horta em vasos começa a agradar-me, tenho é medo de deixar morrer tudo. Tenho medo que não se dê por aqui com os ares do mar (o senhor do horto diz que não, que tudo se dá se for bem tratado, mas acho que ele nunca sentiu a nortada que às vezes - quase sempre - por aqui faz) e tenho medo do gato cá de casa que adora mastigar todos os vasos que tenho. Os vasos de interior morrem todos graças a ele... Acho que se ele se lembrar de morder um piri-piri pode ser que a mania lhe passe. Ontem decidi experimentar um e até vi estrelas!

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Só depois do café, está bem?

Eu tenho mau acordar. Confesso. Mau feitio, muita sonolência, detesto ter de falar, detesto ter de pensar. O ideal é conseguir tomar banho, vestir-me, tomar o pequeno almoço e só depois começar o dia. Nunca acontece.

Tenho uma filha que é o oposto (sai mesmo ao paizinho dela). Acorda cedo, acorda cheia de energia, acorda a querer fazer logo tudo. Acorda e acorda-me. À bruta. A falar muito alto, a abanar-me, a pedir tudo e mais alguma coisa. Eu sinto-me a andar à roda. Literalmente. Até fico tonta.

Quando consigo arrastar-me da cama já tive de responder a mais de uma dezena de perguntas (já disse que odeio falar ao acordar?), já me abriu o estore, já me saltou em cima, já foi buscar a quantidade anormal de brinquedos com que anda sempre atrás e já os tenho espalhados pela minha cama.

Acabo de me levantar. Quer vestir-se. Não, afinal muda de ideias, tem fome. Vou para a cozinha. Não, decide que prefere vestir-se primeiro. Arrasto-me para a casa de banho com ela (e os mil e um brinquedos, que espalha por todo o lado). Lavo-a. Tento vesti-la. Guincha. Sim, a minha filha guincha muito. "Não quero vestir isso!"- diz, a guinchar. Não me perguntem como é isto de falar a guinchar. Só ouvindo. É irritante, entra-me pela cabeça dentro, fica a latejar. Como o dia não exigia dress code, cedi. Vai escolher a roupa. Não me deixa ajudar a vestir (porque a educadora disse - e muito bem - que tem de se vestir sozinha e o que ela diz é lei. Que pena que o que eu digo não seja). Mas também não me deixa afastar. Volta a guinchar que quer o calçado. Não vou buscar antes de pedir com modos e se faz favor. Demora a acontecer mas acontece (depois de vários guinchos e aquele choramingar chato, chato).

Fase do pequeno almoço. Vamos para a cozinha, eu, ela e os brinquedos todos. Digo-lhe que vou fazer nestum. Responde que sim. Depois de pronto ponho na mesa. Guincha: "Não quero! Quero leite e torradas!". Respiro fundo, conto até dez, reviro os olhos: "Não pode ser. O nestum já está pronto. Se querias outra coisa tinhas de dizer antes." Guincha "Então não como!". Tento ignorar e sair de cena. Não deixa, chora. Se me aproximo para lhe dar o nestum, sobe o volume e guincha mais alto. Se me afasto, sobe o volume e guincha mais alto. Mantenho a distância de segurança. Repito que tem de comer o que está pronto (e a ficar frio, e a engrossar, e a ficar horrível). Chora. Demora, desgasta, lá cede. Mas tenho de lhe dar....

Se esta filha fosse a primeira filha suspeito que era filha única.

Acorda a irmã. Parecida com a mãe. Arrasta-se da cama para o sofá. Já sei que tenho de lhe dar tempo para acordar. Mas a irmã não sabe. E começa a confusão. Disputam o comando da tv, disputam os brinquedos, disputam a minha atenção. Começam os gritos, os choros, as queixinhas, as lamurias.

Socorro! São só 9 da manhã! E ainda nem tomei café!

domingo, 27 de julho de 2014

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Sugestão para o almoço

Comer fora mas em casa.
Aproveitar sempre que o tempo permite.

Fazer escolhas saudáveis.
Aproveitar o verão.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

terça-feira, 8 de julho de 2014

Sugestão para o almoço

Beringela com tomate e mozzarela no forno com arroz sem gluten e salada de couve.

Delicioso!

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Uma semana dos infernos

A semana passada começou mal com a pequena com dores de barriga e sem apetite, apareceram as febres altas, os vómitos e a diarreia. Gastroenterite, essa maravilhosa virose. Noites mal dormidas, dias sem comer, mesmo sem comer, não estou a exagerar, nem a água ficava toda no estômago, grande parte deitava fora passados segundos. Muita preocupação porque nem a medicação conseguia ser tomada como devia. Muito medo da desidratação. 

Uma semana fechadas em casa. Muito choro, muitas disputas pela tv, muita saturação. No final da semana voltou a comer, aos poucos, no fim de semana melhorou. Ontem estava faminta e só pensava em comida. Comeu nestum ao pequeno-almoço mas pouco depois pediu uma torrada, ainda antes do almoço comeu duas bananas com canela. Almoçou (mais ou menos). Lanchou dois pães torrados com manteiga e quatro danoninhos (eu só lhe dei dois, ela comeu os outros às escondidas). Perdi a conta às bolachas. Antes de jantar ainda petiscou cerejas e maçã. Jantou. Bebeu o biberão de leite ao deitar. Isto até pode ser normal para muitas crianças mas para a minha magricela é fome mesmo. Bem precisa de recuperar os quilos perdidos. Está tão magrinha...


Pensei eu que esta semana começaria melhor. Enganei-me. Agora tenho a continuação. A mais velha está parecida. Não está em jejum total como esteve a mais nova mas anda lá perto. Só consegue estar deitada, quando se levanta fica enjoada. Não quer fazer nada. Está febril.

Estou cansada. E frustrada. Elas estavam tão ansiosas por estas duas semanas, é a época balnear na escola da mais nova mas que a mais velha também iria frequentar porque a inscrevi no atl. Só falavam que iam as duas juntas para a praia com os amigos da Beatriz. Estavam tão contentes e, para além de já terem perdido uma semana de praia, perderam também esta oportunidade de estarem juntas de forma diferente, de partilharem o quotidiano escolar. 

terça-feira, 1 de julho de 2014

Época balnear em Julho?

Acho melhor as escolas reverem isto e começarem a marcar a tão esperada praia quando bem lhes apetecer e a não esperar pelo "Verão".

Afinal, a probabilidade de o tempo estar bom deve ser praticamente a mesma.


segunda-feira, 30 de junho de 2014

Estar de férias é bom!

Verdade irrefutável!


Este ano fomos de férias mais cedo (compromissos profissionais assim o obrigaram) e como tudo que é bom, acabou rápido demais. Um cliché gigante, mas tão verdade.
No ano passado estivemos na Madeira, que adoramos mas onde sentimos falta de praia. Lá também se faz praia, de calhau em qualquer lugar e de areia "normal" em alguns locais. Mas não é bem a mesma coisa. Ficou decidido que o Algarve seria o destino do próximo verão. E foi.
Um Algarve diferente do que costumámos procurar. O nosso destino de eleição costuma ser Tavira mas este ano procurámos uma alternativa. Fomos até à zona de Lagoa, perto do Carvoeiro. Praias pequenas mas lindas. Praias com um encanto especial. A água esteve a uma temperatura excelente, deu para muitos mergulhos.



Não fossem as birras de D. Beatriz (será que algum dia isto lhe passa?) e teria sido muito, muito, muito bom!

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Dias a sul

Praia de Benagil





Praia dos Caneiros




Praia do Pintadinho



Praia da Marinha



Praia do Carvalho






Vale da Lapa
Resort & SPA








domingo, 22 de junho de 2014

Aprender e ensinar

Na praia, o sol esconde-se atrás de uma nuvem e escurece de repente. A Beatriz, à beira mar com o pai, vira-se muito rapidamente: Ó pai, quem apagou a luz?

Hoje, ao voltar a acontecer diz-me com um ar cheio de orgulho: Mãe, é só uma nuvem a passar à frente do sol! 

sábado, 21 de junho de 2014

Traição?

A Beatriz demorou a acordar da sesta e a Inês e o pai foram à frente para a piscina.

Quando lá chegamos a Inês brincava na piscina com uma menina.

A Beatriz observou, observou, observou. Ao fim de alguns minutos veio ter comigo e com um ar indignado/triste/zangado:

"Ó mãe,  a Inês arranjou outra amiga! "

Antes de virmos de férias sempre que discutiam a Inês dizia-lhe: "nas férias vou arranjar outra amiga! ". Quando viu a irmã com outra menina pensou que ela estava a castiga-la...  Até vi um beicinho.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Mais um clássico

A Beatriz deu uma tesourada no próprio cabelo.

Felizmente não foi grande o estrago. 

sábado, 14 de junho de 2014

A época da cereja

É fantástica!
Cá por casa todos gostam.
As miúdas lambuzam-se...


Mas o que eu preciso mesmo é truques para tirar as nódoas das roupas. 

sexta-feira, 13 de junho de 2014

E da festa veio também

A minha cesta de praia deste ano.

Comprei uma cesta simples numa banca de artesanato.
Hesitei se devia arriscar ou não numa personalização à minha moda.
Acabei por arriscar (não resisti) e gostei do resultado.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Mais uma voltinha...

Embora não gostemos nada de confusão, adoramos festa. Por isso, vamos cedo e regressamos quando o povo começa a chegar e a confusão a aumentar.

O nosso Senhor de Matosinhos este ano foi assim: carrosseis, sardinhas assadas com pimentos, mais carrosseis, algodão doce e farturas, carrosseis, caldo verde e broa, mais carrosseis, pão com chouriço e churros e mais carrosseis....

Ainda assim (e depois de termos repetido a dose três dias depois) há sempre birra na hora de ir embora, há sempre um "só mais um!". São só as minhas filhas que nunca ficam satisfeitas e que querem sempre mais?! Xiça!


sexta-feira, 6 de junho de 2014

Pequenas preocupações

A Beatriz ontem teve uma actividade fora da escola (numa outra instituição aqui perto): foram fazer bolachas. 

Estava entusiasmada e tal, levantou-se cedo, vestiu-se sem birras e até tomou o pequeno almoço bem rápido (só o calçar não foi assim tão pacífico). Mas, a certa altura, noto-a pensativa e pergunto-lhe o que se passa. "Ó mãe, é que eu não sei fazer bolachas!". Se vissem o ar dela. Ela queria ir, estava contente mas preocupada por não saber fazer bolachas. Expliquei-lhe que não precisava saber, ia aprender e ajudar. E que até já tinha feito bolachas comigo, ia ser super fácil. Tirei-lhe um peso dos ombros. Voltou a rir e foi pedir à irmã para se despachar porque tinha de ir cedo para a escola.

Chegou a casa cheia de novidades: que ajudou, moldou bolachas e depois foram para o forno! E vieram de lá com um saco muito grande de bolachas e comeram na escola. Foi muito bom e até sabiam a canela. E foi ela e todos os amigos que ajudaram as cozinheiras!

terça-feira, 3 de junho de 2014

Maresia

Hoje está um cheiro a maresia que não se aguenta! De tão bom.

Está nevoeiro, fresco, o sol ainda não apareceu mas cheira a verão. Cheira ao mês de Agosto da minha infância. Às manhãs frescas à beira mar (depois o sol abria e o calor era do bom, hoje não me parece que isso vá acontecer). Cheira a maresia mas quase sinto o cheiro do creme da lata azul* (porque está nevoeiro mas queima, ouvíamos). Cheira a maresia e quase sinto o cheiro do pão com manteiga a meio da manhã. Cheira a maresia e lembro-me de jogar ao prego horas a fio. Cheira a maresia e lembro-me de andar com a toalha na cabeça, como se fosse um véu, e ser uma princesa. Cheira a maresia e lembro-me dos livros "uma aventura". 

...

Estou velha, pá!

* naquele tempo usávamos o creme nivea como protector solar, como era possível?! E não me lembro de grandes escaldões. Também usávamos uma camada que não devia haver raio que se atrevesse a queimar.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Dia da criança

Foi como se quer: cheio, alegre, um dia bem passado.

Eu e a Beatriz começamos com uma corridinha na praia enquanto o pai e a irmã punham o sono em dia. A Beatriz adora ir correr (embora pare imensas vezes, claro) mas as pessoas estranham ver uma miúda tão pequena. Fui até abordada e questionada se não seria um grande esforço para a menina. "Qual menina, a mãe?". Depois de eu explicar que é ela que pede para ir correr, que o faz ao ritmo dela e que pára as vezes que quiser, as pessoas acham graça e dão-lhe os parabéns. Antes disso devem-me achar uma mãe maluca, obcecada por exercício e que obriga a filha a acompanha-la.

Segui-se um almoço bom numa esplanada à beira mar. Um cantinho sem vento, um peixinho grelhado e tinha ficado ali um bom bocado não fosse a ansiedade das pequenas em ir para a festa!

Festa do dia da criança na escola da Inês: insuflável, karts, escalada, air bungee, futebol, dança, jogos de mesa, basquetebol, pinturas faciais. Brincarem até não poderem mais!










Chegados a casa, achando que o dia já tinha tido emoções suficientes, eis que de uma simples conversa, a Inês decide que chegou o dia de furar as orelhas. Há anos que ela tem essa vontade mas nada de coragem. Andava sempre a falar nisso mas chegava sempre à conclusão que ainda não estava preparada. Ontem disse que estava decidida, queria mesmo furar as orelhas e tinha coragem para tal. Ainda tentei que fosse num sítio com anestesia local mas só o fazem durante a semana e ela não queria esperar nem mais um dia. 

Fomos as três (com a Beatriz a dizer que também queria!), escolhemos os brincos e preparou-se para o grande momento. Foram as duas orelhas ao mesmo tempo para não haver hipóteses de sair de lá só com um brinco. Não ia enganada, ia doer um bocadinho mas seria muito rápido, nos dias/semanas seguintes ia ter de limpar/desinfectar a orelha e o brinco, podia magoar um bocado. Quis que soubesse todos os pormenores para depois não haver "cenas". Concordou e seguiu em frente. Marcação feita, uma de cada lado de pistola apontada, 123 e já está!


Escolheu o malmequer arco-íris!

Depois foi convencer a irmã, que também queria mas eu sei o que a casa gasta e ia dar-me o que fazer, a deixar os brincos para daqui a uns tempos (anos!). Acabou por ceder e dizer que furava quando fosse grande como a Inês. Mas tem visto a irmã tão contente com os brincos que hoje já me disse que afinal também quer...