O desfralde da Inês foi um esforço partilhado entre mim e o infantário. Na altura aprendi alguns truques com elas e em casa fomos dando continuidade. Acho essencial ser algo concertado e em simultâneo. Não posso dizer que foi muito rápido e fácil mas não correu mal. Na verdade a coisa entrou nos eixos poucas semanas depois do inicio mas, até não haver deslizes, até eu estar completamente descansada, sem ter a preocupação de lhe estar sempre a perguntar se tinha vontade, foram uns meses.
Agora vai ser tudo por minha conta. A parte prática da coisa:
Roupas simples e fáceis de baixar. Calças, calções, saias, sem fechos ou botões, cintura de elástico é o ideal. E muitas, comprar uns pares extra porque vão estar sempre a lavar e secar. Cuequinhas, muitas também! Se até agora usavam body (a minha já não usava) passar a comprar camisolas interiores.
Calçado lavável. Não há nada mais chato que calçado molhado. Durante o desfralde a Inês andou sempre de crocs e a Beatriz já tem usado (mesmo sendo um número acima!). Depois de um descuido, basta passar por água e secá-las com um pano e estão prontas a voltar a calçar.
Fralda só para a sesta ou para saídas prolongadas e/ou sem possibilidade de levar o pote/bacio atrás. Nada de fralda-cueca. Fez xixi, fica molhada, a melhor forma de perceber como a coisa funciona, sentindo a causa-efeito.
Nos primeiros dias ir colocando a criança no pote/bacio em curtos intervalos regulares, tipo 5 em 5 minutos, se não fizer nesse intervalo, passar para de 10 em 10 minutos e assim sucessivamente até começarmos a perceber quanto tempo aguenta e até começarem a ser eles a pedir.
Não confundir a criança pondo fralda num dia e não pondo noutro conforme a nossa conveniência. Não é fácil, é preciso persistência e muita paciência mas, uma vez começado o processo, não voltar atrás. A não ser que se note que a criança não está mesmo preparada e se sinta frustrada. Claro que por vezes é necessário abrir uma excepção, uma viagem de carro, uma ida a um restaurante, mas não abusar!
Nunca ralhar quando não fizer no sitio certo. Mostrar que não se fica contente mas nunca ralhar ou castigar. Por outro lado, enfatizar bem o sucesso. Aqui vale tudo, palmas, parabéns, "dá cá mais cinco".
Por cá o pote/bacio é simples, só serve para o que serve e não para brincar. Mas dá música! Sempre que há algo lá dentro, é giro para ela e é prático para mim que me apercebo logo que está a fazer (e evito que ela o agarre para ir despejar sem supervisão, como tem tentado fazer). Há crianças que preferem logo ir à sanita, com redutor, por cá só depois do desfralde estar bem encaminhado em vias de conclusão é que fomos fazendo a transição para a sanita.
Acho que é isto. Para quem também estiver nesta fase tão "gira", boa sorte!