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domingo, 5 de agosto de 2012

Espírito de aventura

Com uma criança com 2 anos e 2 meses e com um desfralde recente, confesso que pensei como fazer durante a viagem. Ponho-lhe fralda? Não me parecia bem. Mas ela vai adormecer e tal... andei um dias a pensar nisso. No dia da viagem perguntei-lhe se queria fralda, só no carro, disse-lhe eu. Mas ela não quis e percebeu que se tivesse vontade tinha que pedir para pararmos. E lá saímos. Eu quase com a certeza que num dos sonos que faria, algum descuido iria acontecer.

Mas não. Fizemos três paragens na viagem Porto- Algarve (Tavira). Chegou ao destino sequinha!

No regresso a viagem foi mais curta porque apenas parámos para almoçar. E, aproveitando o sono dela, chegámos uma hora mais cedo que o previsto. E novamente seca!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Noite de S. João


173/366

Saímos para festejar o dia do santo padroeiro da nossa terra. Fomos sozinhos mas fizemos a festa. Muitos carrosséis, farturas, caldo verde, balões de S-João, fogo de artificio, marteladas, só faltaram as sardinhas assadas. Mas vou tratar disso nos próximos dias.

Receberam um martelo cada uma mas não lhe deram muito uso. A Nini acanhava-se em "bater"  na cabeça alheia. A Beatriz recebeu o martelo e nunca mais o largou. "A minha matélo" andou sempre na mão dela e hoje acordou a perguntar por ele.

As folionas mais novas aguentaram-se como é habitual cheias de genica e vontade de festejar até amanhã, mas depois do fogo regressámos a casa. 

A Beatriz esteve, até entrarmos no carro de regresso, sem fralda! Saiu de casa pela primeira vez de cuequinha, viagem de carro, jantar, passeatas na rua, sempre sem percalços. Claro que a levei à casa de banho umas 4 ou 5 vezes, mas correu muito bem! 

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Reutilizar

Descobri que os tapa fraldas dos vestidos de bebé servem agora como cuequinha!

E fica tão fofa com as que têm folhinhos no rabiote :)

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Uma semana depois

Oitavo dia desta aventura que é o desfralde. 

Seis dias de pura loucura (não sei como resisti), muito xixi (e não só) no chão, muita frustração (minha), muita vontade de desistir, muita roupa molhada, muito stress da mãe, muita descontracção da filha.

Nestes últimos dois dias a situação melhorou. Os intervalos entre idas ao pote são maiores, já toma a iniciativa algumas vezes e já controla qualquer coisa. Ainda há descuidos e ainda haverá, naturalmente. Mas já vejo a luz ao fundo do túnel. 

Agora entramos na fase de treino. Ela já percebeu todo o processo só precisa de o dominar. Eu já consigo relaxar um bocado e a esfregona também anda feliz porque, depois das horas extra que andou a fazer, merece um spa.

Ups, xixi no chão! Que pontaria. Lá vou eu.

sábado, 16 de junho de 2012

Como disse?

E não é que esta peste pequena já percebeu que a palavra pote (ou tem ou - são as palavras que usa para dar sinal de vontade de fazer xixi) tem poderes mágicos e, que eu corro na direcção dela, largando tudo, quando a diz?

Pois... e quando me vê, ri-se e diz: não dá!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Não sei se já disse

... como ODEIO o desfralde!

Lembro-me de pensar várias vezes da primeira vez que passei por isto: Impossível, isto não vai ter fim, ela não vai conseguir! Mas conseguiu e tenho que me agarrar a isso para sobreviver a esta segunda vez.

Apetece desistir, apetece mesmo muito. Mas NÃO pode ser. Inspira, expira, esfregona a postos.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

O meu método

O desfralde da Inês foi um esforço partilhado entre mim e o infantário. Na altura aprendi alguns truques com elas e em casa fomos dando continuidade. Acho essencial ser algo concertado e em simultâneo. Não posso dizer que foi muito rápido e fácil mas não correu mal. Na verdade a coisa entrou nos eixos poucas semanas depois do inicio mas, até não haver deslizes, até eu estar completamente descansada, sem ter a preocupação de lhe estar sempre a perguntar se tinha vontade, foram uns meses.

Agora vai ser tudo por minha conta. A parte prática da coisa: 

Roupas simples e fáceis de baixar. Calças, calções, saias, sem fechos ou botões, cintura de elástico é o ideal. E muitas, comprar uns pares extra porque vão estar sempre a lavar e secar. Cuequinhas, muitas também! Se até agora usavam body (a minha já não usava) passar a comprar camisolas interiores.

Calçado lavável. Não há nada mais chato que calçado molhado. Durante o desfralde a Inês andou sempre de crocs e a Beatriz já tem usado (mesmo sendo um número acima!). Depois de um descuido, basta passar por água e secá-las com um pano e estão prontas a voltar a calçar.

Fralda só para a sesta ou para saídas prolongadas e/ou sem possibilidade de levar o pote/bacio atrás. Nada de fralda-cueca. Fez xixi, fica molhada, a melhor forma de perceber como a coisa funciona, sentindo a causa-efeito. 

Nos primeiros dias ir colocando a criança no pote/bacio em curtos intervalos regulares, tipo 5 em 5 minutos, se não fizer nesse intervalo, passar para de 10 em 10 minutos e assim sucessivamente até começarmos a perceber quanto tempo aguenta e até começarem a ser eles a pedir.

Não confundir a criança pondo fralda num dia e não pondo noutro conforme a nossa conveniência. Não é fácil, é preciso persistência e muita paciência mas, uma vez começado o processo, não voltar atrás. A não ser que se note que a criança não está mesmo preparada e se sinta frustrada. Claro que por vezes é necessário abrir uma excepção, uma viagem de carro, uma ida a um restaurante, mas não abusar!

Nunca ralhar quando não fizer no sitio certo. Mostrar que não se fica contente mas nunca ralhar ou castigar. Por outro lado, enfatizar bem o sucesso. Aqui vale tudo, palmas, parabéns, "dá cá mais cinco".

Por cá o pote/bacio é simples, só serve para o que serve e não para brincar. Mas dá música! Sempre que há algo lá dentro, é giro para ela e é prático para mim que me apercebo logo que está a fazer (e evito que ela o agarre para ir despejar sem supervisão, como tem tentado fazer). Há crianças que preferem logo ir à sanita, com redutor, por cá só depois do desfralde estar bem encaminhado em vias de conclusão é que fomos fazendo a transição para a sanita.

Acho que é isto. Para quem também estiver nesta fase tão "gira", boa sorte!

terça-feira, 12 de junho de 2012

Quando elas é que mandam

A Beatriz fez 2 anos no mês passado e estava nos meus planos começar o desfralde mais para o final do verão. Mais crescida para ser mais fácil e rápido, já que eu odeio esta cena do desfralde.

Mas... pois, há um mas... há já vários dias que ela me aparece nua da cintura para baixo. Roupa de verão é muito mais fácil de tirar, tira a fralda e anda feliz da vida de rabiote ao leu (em casa, entenda-se!). Só que... pois, também há um só que.... não queria por nada sentar-se no pote/bacio (aqui para o norte é mais conhecido por pote), sentava-se uns segundos e levantava-se de imediato com um "não dá". Não dava porque ela tirava a fralda sempre depois de fazer xixi ou cocó!

Hoje, numa tentativa de me mentalizar (já disse que odeio esta fase de desfralde?), e depois de já lha ter posto umas três vezes e ela tirado às escondidas (tendo numa dessas vezes causado um estado de sitio cá em casa porque a fralda tinha recheio), tomei a iniciativa de lhe tirar a fralda e ao fim de alguns minutos pedi-lhe que se sentasse no pote. Com ar de quem não tinha grande fé na coisa, lá se sentou para me fazer a vontade.... e fez um xixi! Bem, a festa que eu lhe fiz foi tal que a miúda adorou! Vesti-lhe umas cuecas e uns calções, calcei-lhe as crocs e de meia em meia hora (mais coisa menos coisa) fui-lhe pedindo para se sentar no pote. E lá foi fazendo. 

Ela está feliz e motivada. Eu estou a ver no que isto vai dar, confesso que ainda não estava preparada para esta batalha mas acho que nisto ela é que manda. Se ela diz que é para ser já, que seja!