A adaptação da Inês à escola tem sido óptima. Nunca lhe custou ficar, nunca pediu para não ir, nunca se queixou. Mas, há sempre um mas... pede para vir almoçar a casa.
Combinamos que, para já, almoçava na escola duas vezes por semana, nos dias em que tem ballet e a vou buscar mais cedo. Concordou.
Num desses dias, veio o pai almoçar, passou pela escola e espreitou para o recreio. Viu-a sozinha. Estava cabisbaixa a andar de um lado para o outro a olhar para o chão. Chegou a casa tristíssimo e, claro, eu também fiquei. Custa mesmo muito imaginar os nossos filhos tristes, sozinhos.
Quando a fui buscar vinha alegre e bem disposta. Tentei perceber o que se tinha passado. Explicou-me que os amigos (da sala dela) estavam a brincar com uns mais crescidos (meninos que estão no 1.º ano mas que eram da sala, que agora é dela, no ano passado) e que ela não queria porque não os conhecia. Tentei não enfatizar muito aquela situação mas foi impossível esquecer.
Entretanto, disse-lhe que se quisesse podia levar um livro e se estivesse sozinha ia busca-lo para o tempo passar mais rápido. Isto acontece depois de almoço (entre as 13h e 14h), na hora de almoço da educadora e auxiliar e em que ela fica mais desamparada.
Ontem era dia de não almoçar mas levei-a um pouco antes das 14h e já com um livro de baixo do braço. Não resisti a ir espreitar. Fiquei feliz. Um grupo de meninas juntou-se logo a ela para verem o livro.
Hoje foi dia de almoço na escola. Espero que esteja bem! Espero que esta angustia me passe...




