domingo, 8 de janeiro de 2012

Tudo está bem quando acaba bem

Sexta feira, aniversário da Inês, dia todo programado na minha cabeça. Dia todo esquematizado e dedicado ao sexto aniversário da minha mais velha. Estava com medo de não ter tempo, de a Beatriz estar em dia de birras e colo, mas ia fazer o bolo de manhã para levar à escola de tarde, ia buscá-la para almoçar e fazer-lhe a comida preferida. Ia passar a tarde a fazer o bolo (e outras doçarias) para a noite com a família, ia arrumar a casa e por a mesa da sala bem bonita. Ia adiantar as coisas para a manhã seguinte, porque logo cedo seria a festa com os amigos, num parque temático.

Só que eu já devia saber como são as coisas por cá. Não há data a comemorar que não fique marcado por algum revés. A Beatriz acordou cheia de pintas dos pés à cabeça, toda ela cheia de manchas vermelhas.

O meu dia alterou-se num instantinho. Eram 8h da manhã já eu batia a massa para o primeiro bolo de chocolate. Bolo no forno enquanto eu e a Beatriz nos preparávamos para sair para o pediatra.

Felizmente o pediatra conseguiu meter-me entre consultas e fui a terceira a ser atendida. Pois que nova virose nos bateu à porta, uma daquelas bem estranhas. Nada de febre ou outros sintomas, só algum mau estar e as tais manchas/borbulhas/pintas vermelhas. Ele apontou para umas das três: rubéola, roséola (exantema súbito) ou quinta doença (síndrome da estalada). Podia fazer análises para tipificar o vírus mas não viu necessidade disso, o tratamento é o mesmo, nada! Esperar que passe. Sendo assim também não me pareceu importante. Se bem que para explicar tudo isto cada vez que me perguntam por ela, mais valia ter um nome para atirar.

E o dia continuou. Consegui ir buscar a aniversariante à escola para almoçar (e consegui fazer o prato preferido), conseguimos ir cantar-lhe os parabéns à escola. Fiz mais uma tarte de amêndoa (a minha primeira) e outro bolo de chocolate. Este último foi feito com apenas uma mão! Beatriz, carente, chorosa e chata, alapada à minha anca, enquanto eu tentava bater o melhor possível o dito. Depois ao servir viam-se algumas bolinhas brancas (de farinha não dissolvida) mas foi o melhor que pude fazer. Acho que acabou por correr tudo bem.

No final do dia tinha uma menina feliz e orgulhosa do seu novo estatuto de 6 anos, e isso é que importa.

10 comentários:

Alexandra disse...

Ainda bem que ficou tudo bem no final.
Espero que a Beatriz já esteja melhor.
Bjo

Sónia disse...

No final tudo correu bem é o que importa!
Beijos

cristina disse...

O que interessa é que no final correu tudo bem.
Bj

Carina M disse...

Bem enquanto lia estava na espetativa a ver como ia ser, e apesar dos apesares, correu tudo bem. Foste uma valente.
Bjs

sofia disse...

Que bom!
E as melhoras da pequenina
Bjs

Isabel disse...

é sempre assim, não é?
enfim... as melhoras e o importante é que foi um dia muito eliz... :)

Daniela disse...

foi um dia excelente,apesar de tudo! pensamento positivo;) beijinho

Su disse...

Resta guardar apenas o momento final... e tudo se esquece.

Maria de Lurdes disse...

Tudo acabou bem e ficam as recordações, com tempo de Primavera, é o melhor!

A mamã da Beatriz... disse...

As melhoras da Beatriz e ainda bem que correu tudo bem no final com a festinha da Nini!
Beijinhos