sexta-feira, 29 de julho de 2011

Coisas fantásticas de se viver aqui na "aldeia"

Peixe fresco (acabadinho de chegar do mar) de manhã cedo, entregue em casa.

Hoje temos pescada, para fritar para nós e para açorda ou farinha de pau para a Bia.

Amanhã, ao almoço, o menu será umas sardinhas assadas com pimento.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Há que manter o vicio

Depois de um mês de nortada, de dias frios que mais parecia o Outono a chegar, de vento, vento e mais vento, hoje foi um dia de verão! Ainda conseguimos dar um saltinho à praia e soube mesmo muito bem. Já andava a ressacar por falta de areia nos pés e sol a queimar a pele.

Elas também já tinham saudades. A Beatriz tirou a barriga de misérias e tratou de comer toda a areia que pôde. A Inês correu, brincou, atirou-se para cima de mim, encheu-me de areia, ...



quarta-feira, 27 de julho de 2011

"Criancinhas"

Normalmente não sou da mesma opinião da célebre Pipoca mais doce no que respeita às suas opiniões sobre criancinhas (como esta lhes chama). Não é novidade, nem ela o esconde, que não nutre especial simpatia por seres pequeninos, enquanto eu, tenho por eles especial carinho.

No entanto, o que ela relata neste post, é um exemplo do porquê de muita gente não gostar de crianças(inhas). Ou mesmo, do motivo pelo qual se gosta menos de algumas crianças(inhas). Ou até, como os pais têm culpa de não se simpatizar com algumas crianças(inhas). E, hoje, concordo com a Pipoca*.

As crianças não nascem ensinadas. Aprendem em casa, aprendem na rua, aprendem na escola, aprendem com todo o seu ambiente. Mas, principalmente, aprendem com os pais (pouco pelas palavras, quase tudo pelo exemplo). Uma criança precisa que os pais lhes mostrem a diferença entre o certo e errado, que apontem os limites. E, como o fazer? Elogiando quando faz bem, repreendendo quando faz mal. Dependendo da idade a repreensão pode ter diversas formas: o falar mais alto, com cara de má, o castigar ou até uma palmada se a coisa for mesmo má (sim, eu acho que existem palmadas pedagógicas, não precisam magoar fisicamente mas mostrar bem que algo é perigoso ou muito grave).

Se os pais não reagem perante comportamentos impróprios, perigosos, de má educação, passam a mensagem de que estes são correctos. Não mostram aos filhos que aquilo é errado. Se não ensinam, a criança não aprende. 

O dar tudo, o não ralhar, o permitir o que não deve ser permitido, não é ser bom pai, pelo contrário. Claro que é mais difícil dizer que não do que sim.  Claro que há crianças mais fáceis que outras. Há crianças que por natureza são obedientes e apenas precisam de orientação, outras são mais complicadas e precisam de um grande investimento por parte dos pais (acreditem que sei do que falo).

Li há tempos um artigo em que falava do processo "químico" pelo qual o nosso cérebro passa em criança. Processo essencial para que controlemos os nossos impulsos na idade adulta. A fase dos 3 aos 5 anos é determinante neste processo, é nestas idades que o cérebro desenvolve umas fibras (acho que foi este termo utilizado) responsáveis pelo tal auto controlo, pela distinção do bem e do mal, pelo controlo da agressividade. Essas tais fibras desenvolvem-se durante o estado de insatisfação ou até raiva ou revolta quando uma vontade é negada. É saudável contrariar (com razão, claro), é saudável dizer que não. É mesmo para o bem deles. 

Vamos fazer dos nossos filhos crianças felizes mas também respeitadoras do próximo e bem educadas e não "criancinhas", boa?


Não tenho pretensões de ser a mãe perfeita. Longe disso. Sei que não sou. Nem eu nem as minhas filhas. Fazem birras, portam-se mal e desobedecem. Mas tento e continuarei a tentar dar o meu melhor. Eu e o pai.

* Depois de alguns comentários, tenho a dizer que concordo com a Pipoca neste post no que diz respeito à fraca atitude da mãe. Claro que não acho em nada grave uma criança atirar-se à água sem pensar nos adultos friorentos. E, sim, também acho descabido ela levar isso tão a mal e deitar olhares ameaçadores. Mas o comportamento da mãe não deixa de ser condenável. Mas, se a mãe até viu esse olhar, o comentário até pode ter sido a sua reacção a isso, não sei. Até podia fazer o mesmo se fossem desagradáveis com um das minhas. De qualquer forma, mantenho a minha opinião de que crianças mal educadas são filhos de pais permissivos e pouco preocupados.

terça-feira, 26 de julho de 2011

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Será dos genes?

Conforme a Inês foi crescendo fui percebendo alguns erros cometidos. Entre eles, o ter facilitado a sua presença à mesa à hora das refeições, porque eu chegava tarde e optava por dar-lhe logo o jantar e depois, enquanto ela brincava um pouco antes de deitar, nós jantávamos sossegados e sem interrupções. Outro foi o adornecê-la sempre ao colo. Ainda hoje tenho que me deitar com ela para dormir ou estar à beira dela até adormecer.

Seria normal que numa segunda filha esses erros não voltassem a acontecer. Lembro-me de estar grávida e pensar isso mesmo: desta vez vou fazer assim e assado, não vou permitir isto ou insistir naquilo.

Pois...
Eu tentei...

A Beatriz adormecia na caminha dela, sozinha, os primeiros 6, 7 meses talvez... depois disso, nem pensar.  Tentei quase tudo (só não a deixei a chorar desesperada, não consigo). Deitá-la e esperar que adormeça. Embalá-la, deitá.la ainda acordada. Ficar ao lado dela. Deixá-la sozinha. Dar-lhe a mão. Fazer-lhe mimos. O resultado é sempre o mesmo: um choro desesperante, ela de pé, agarrada às grades aos gritos, nem sequer se deita. E o que acontece? Não dorme e depois não se deixa adormecer e é um dia do inferno com ela cheia de sono, rabugenta mas a não querer dormir. Conclusão: quando vejo que está com soninho, um colinho e, às vezes, um leitinho (à noite), e adormece logo.

Quanto ao estar à mesa. Correu muito bem até há cerca de um mês atrás. Conseguíamos jantar com alguma calma, podíamos ir jantar fora, bastava dar-lhe alguma coisa para a mão, geralmente um pedaço de pão, e mantinha-se quieta bastante tempo. Agora, parece que tem uma mola no rabo, mal a sento, tenta logo levantar-se e por-se em pé na cadeira. Não há cinto que nos valha, como é magrinha, desenvencilha-se dele em três tempos. Todos os dias a colocámos à mesa connosco mas todos os dias acabámos por ter que jantar à vez, a não ser que ela fique entretida a brincar com alguma coisa.

Agora, pergunto(-me) eu, será mesmo culpa nossa, ou será algum gene que estas meninas trazem avariado?      

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Gestos

Adoro ver-lhes gestos de carinho uma pela outra. Ainda que elas não percebam que o fazem e às vezes nem o sintam quando os recebem.

Um abraço, uma brincadeira, um mimo, um olhar embevecido, a cumplicidade. As palavras ainda são poucas. A Nini cobra à irmã o ela não dizer ainda o seu nome. A Bia cobra a atenção da irmã quando ela prefere ver tv ou brincar com algo que ela não pode.

Eu adoro vê-las a brincar juntas, a rirem uma para a outra, a partilharem momentos como este.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O meu problema é maior que o teu

19:30

No fogão: canja para uma, sopa para outra, carne picada a estufar.
Preparo uma beringela grande para rechear.
Fogão lotado. Mais água aqui e ali, passa a sopa, esfia o frango, coloca a massa.
Faço arroz.

Ele: as camisas que chegaram hoje estão mal passadas.
Eu: ok
Ele: estão mesmo mal passadas, tens que lhe ligar.
Eu: está bem.
Ele: não sei porque estás a pagar para isto vir assim!

19:50

Recheio as beringelas e meto-as no forno.
Ponho a mesa.
Começo a dar a sopa à mais nova. Interrompo para desligar a canja e colocar o arroz no mínimo.
A Beatriz não colabora sempre a tentar fugir da cadeira.

Ele: isto não tem jeito nenhum, achas que vou andar com as camisas assim?
Eu: pois.
Ele: tens que lhe ligar. Ela que as venha buscar.
Eu: amanhã ligo.
Ele: mas não queres dizer nada, é? Achas bem isto vir assim?

Passei-me!

terça-feira, 19 de julho de 2011

A minha gorduchinha

Acho que nunca me vou poder referir às minhas meninas assim. Mas, adiante, a minha pequenita foi hoje ao senhor doutor.

Tudo ok. Até engordou bem, 1kg em 2 meses, o que nesta fase é mais que bom. Também cresceu bem, até subiu ligeiramente de percentil. Está de parabéns.

Cusca que só ela, nem chorou para não perder pitada do que estava a acontecer. Só não se conteve quando ele teimou em espreitar-lhe a garganta e colocar-lhe aquele maldito pedaço de madeira na boca (eu também odeio!).

Já pode comer quase tudo e sugeriu experimentar o leite gordo, só por ela ser magricelas. Mas se beber menos, voltar ao meio gordo.

Para o mês que vem há vacinas, para as duas... 

segunda-feira, 18 de julho de 2011

INSTALLING SUMMER.....


███████████████░░░░░░░░░░░░░░ 44% DONE.
Installation failed. 404 error: Season not found. The season you are looking for might have been removed, had its name changed, or is temporarily unavailable. Please try again.......

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Amizades

Mete-me alguma confusão o desaparecimento de algumas pessoas. Pessoas que faziam parte da minha/nossa vida e, de repente desaparecem. Não do mundo mas do nosso dia-a-dia, do nosso convívio.

Amigos com que contava, com quem partilhava momentos bons, amigos com quem passei férias, com outros partilhei desabafos e angústias, amigos de longa data, outros recentes mas presentes no quotidiano, uns reais, outros (começaram por) virtuais.

E, depois, de um dia para o outro, deixam de aparecer, dar noticias. Não sabemos se estão bem, de saúde, felizes. Não sabemos se mantém o emprego, se aumentaram a família, se conheceram pessoas novas, se encontraram novo amor.

Alguns afastam-se, aparentemente, de forma propositada. Outros, porque a vida alterou e deixam o passado e os seus personagens para trás. Outros, não sei.

Intrigam-me algumas das razões, fica a curiosidade, fica o pesar.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

14 meses



A nossa bebé está crescida. Hoje faz 14 meses. 

Este mês há a registar que deixou de beber leite materno. Foram 13 meses muito bons, de grande cumplicidade (que continua, claro), de uma conquista que nunca pensei ser possível. Agora bebe o seu leitinho (de vaca - meio gordo biológico) no biberão e sem estranhar, bebe pelo menos 240 ml ao deitar e quase sempre outro a meio da noite.

As noites. Ai, as noites. Continuam atribuladas. Contam-se pelos dedos (de uma mão) as noites completas que ela dormiu estes 14 meses. Custa tanto, mas tanto.

Ainda não anda sozinha mas nota-se que já percebeu que é divertido andar a pé. Já se consegue levantar sozinha sem ser agarrada e fica imenso tempo em pé, a olhar para nós e, quando nos rimos, ela bate palmas.

Diz mamã, papá, olá, cacá (pato), não,  iau (gato), au (tudo que é animal). Isto é o que se percebe porque fala imenso, é muito expressiva, gesticula e tudo. Não diz Nini, mana ou Inês, o que deixa a mana muito triste. Ou então diz nós é que ainda não identificámos como o diz.

Adora a bola! Já lhe disse que não quero uma traidora que goste de futebol mas parece-me que o pai vai ter companhia nas sessões futebolísticas. Não sei como, onde aprendeu, se a pomos de pé à frente da bola, levanta o pé e chuta. Ficámos de queixo caído! Adora o panda e as suas músicas. Aliás, ela adora música no geral e abana-se que dá gosto ao som da mesma.

É uma gulosa que só visto. Atira-se a tudo que é comida. Já provou quase tudo. Come sempre um bocadinho da nossa comida, embora a sopa dela ainda leve carne ou peixe. 

O cabelinho dela tem crescido imenso. Está clarinho e acho que vai ser liso. Odeia cortar as unhas e tem sido tarefa cada vez mais difícil.

Continua a rejeitar chupeta (de vez em quando volto a tentar) e só o dedinho a acalma. Agora é dedinho na boca com o cabelo da mãe à mistura. E só adormece assim! Estou feita...

Faz muitas gracinhas lindas, faz-se entender perfeitamente (aponta para tudo o que quer), está a crescer...

terça-feira, 12 de julho de 2011

As coisas que eu sei

Hoje soube que a empregada de limpeza aqui do prédio recebeu um cheque sem cobertura, por causa disso ficou com a conta a descoberto, o que a fez ficar muito chateada e indignada e proferir um rol de lamentos e ameaças.

Como é que eu sei tudo isto?

A senhora passa todo o tempinho em que anda nas limpezas de auricular, a falar ao telemóvel. Deve ser um trabalho solitário, deve ser aborrecido, assim o tempo deve passar mais depressa. Mas será tão bem remunerado para dar para isso? Suspeito que grande parte do rendimento da senhora vai para as chamadinhas. Ou isso ou é daquelas que dá toques e os outros que liguem. Pois, se calhar é isso. 

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Por falar em receitas,

Que tal o primeiro episódio do Masterchef?

Não pude ver na hora mas vi no dia seguinte online.

Espero que passe esta fase, ainda de casting, para ver no que dá. O júri ainda não me convenceu, não gostei da atitude.

Receitas a 1 euro

Comer saudável é também comer barato.

Algumas ideias/receitas:

Aqui

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Ela até quer ajudar

Qual é a criança que não tem uma foto dentro da máquina de lavar? :D


Será fome?

Já a pensar no jantar e, como não há programa para logo, está decidida a ementa: Arroz de bacalhau com pimento.

(E porque tenho muito tomate e pimento para gastar)

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Desabafos de mãe

A minha filha (mais nova) é muito fofa, a minha filha está deliciosa, a minha filha desde ontem que nos dá beijinhos na cara (e nós ficamos extasiados), a minha filha tem o sorriso mais lindo de todos (em ex aequo com a irmã)...

MAS,

A minha filha (mais nova) não se entretém com nada, a minha filha não brinca com os seus brinquedos, não vê os seus dvd's, não faz mais nada senão andar atrás de mim, só quer colo, só quer atenção, anda sempre agarrada às minhas pernas.

Isto é tudo muito lindo mas muito cansativo. Ainda se ela dormisse muito, mas não. Dormir também não é com ela e só com ela a dormir é que eu consigo tomar banho, comer, arrumar, trabalhar...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Gracinhas

Tudo que é pequenino tem graça. E a minha também vai fazendo as gracinhas tipicas da idade que derretem este coração de mãe (e de pai, e de irmã,...).

E, sim. Também caio na tentação de lhe pedir que as demonstre as técnicas aprendidas perante uma plateia expectante (muitas vezes meros desconhecidos).

Bia, bate palminhas! Esta nem preciso pedir, basta ouvir música ou qualquer coisa que lhe pareça palmas que lá está ela, sempre pronta para a festa.

Põe galinha aqui o ovo... e lá está ela de dedinho apontado a bater na palminha da outra mão!

Onde está o papá? Mais uma vez, dedinho em riste e a apontar para uma das fotos espalhadas pela casa (quando o papá não está, claro!).

Manda beijinhos! E ela manda. Quando lhe apetece, ora pois. Isto não corre sempre assim tão bem. Às vezes faz greve às graçolas.

Está uma fofa linda!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A minha flor

Ontem foi o grande dia do espectáculo de ballet da Inês.

É todo um ano lectivo de aulas, em que eu e a irmã a levamos e esperamos, em que apanhamos grandes secas, em que andamos a correr para cumprir os horários. São semanas de ensaios. É uma semana de ensaios todos os dias. São os ensaios no dia no teatro. Ontem esteve em ensaios, no teatro, das 11h às 13h15, das 15h às 18h15 e às 20h já lá estava novamente, o espectáculo começou às 21h30.

Para nós foi cansativo, sempre de um lado para o outro. Mas para ela foi uma animação, nem queria vir almoçar e jantar, por ela passava lá o dia, nos bastidores, nos ensaios, com as bailarinas crescidas.

Anda fascinada por ver as "grandes" dançar em pontas, quer andar sempre com o fato vestido, não vê outra coisa no dvd que não seja a actuação do ano passado ou a apresentação de natal.

O espectáculo correu muito bem. O bailado em que ela entrou baseou-se na história da "Rosa branca e Rosa vermelha". A actuação dela foi curta mas feliz. Foi uma flor colorida e muito empenhada. Ela adora palco, estava visivelmente feliz. Nós babámos, claro!


No final fui esperá-la de ramo na mão, ela delirou! No ano passado já lhe tinha comprado um ramo e ela, ontem à tarde, perguntou-me se lhe podia dar outra vez. Como era domingo disse-lhe que estava tudo fechado que não devia conseguir arranjar. Quando ela o viu, ficou mesmo feliz. "E tem brilhantes, mamã! Obrigada!".

Chegámos a casa já passava da meia noite, ela estava excitadíssima, não se queria deitar, não queria tirar o fato. Dormiu com ele na mesinha de cabeceira...

sábado, 2 de julho de 2011

A nossa experiência com as fraldas reutilizáveis

Várias vezes me perguntam sobre isso, por isso, aqui fica.

Começámos (falo no plural porque a Beatriz usa e eu manuseio!) a utilizar as fraldas tinha a Beatriz 2 meses, quase 3. Optei pelas fraldas de tamanho único - ou seja, vão "crescendo", através de molas, à medida que a bebé cresce - e de bolso, isto é, com os absorventes à parte que se colocam no bolso da fralda, podendo colocar o número de absorventes necessários, mais ou menos conforme o tempo que o bebé irá estar com a fralda.

Numa fase inicial utilizei as fraldas a 100%, nunca colocava uma descartável. Durante uns 2 meses correu bem assim. À medida que a Beatriz crescia tornou-se difícil a fralda da noite aguentar sem fugas. Acordava quase todos os dias com o body molhado. Comecei a usar uma fralda descartável à noite.

Quanto às marcas de fraldas, as preferências variam muito e vão variando ao longo do tempo. Depende dos bebés e das mamãs. Há quem dê mais relevância à absorção, outras ao volume, à qualidade do material ou até aos padrões, cores. Eu gosto das  Bitti Tutto, são fofas, têm cores lindas e são bastante absorventes (não são de bolso, têm um sistema de mola para colocar os absorventes), das Fuzzi Bunz, acho-as pouco volumosas e bonitas, das Wonderoos Minky que têm padrões muito giros e são tipo peluche (mas mais volumosas), gosto das Totsbots (tudo em um que comprei na Ecoprodutos) são menos absorventes e ganham mais nódoas mas são muito práticas e com padrões muito giros. Gosto das Bumgenius (as preferidas de muitas mamãs) por absorverem muito bem e serem muito práicas. E das Bluberry, de boa qualidade e muito absorventes. As que gosto menos são as Piriuki, embora haja um modelo mais recente de que não desgosto, tenho ainda umas da versão anterior que não uso.

A quantidade de fraldas necessárias depende da frequência da lavagem. Geralmente aconselham cerca de 24 fraldas para permitir lavar de 2 em 2 dias. Há tantas fraldas, de tantos padrões giros, de tantas marcas que acabamos por querer ter de todas. Temos mais de 30... lavo agora de 3 em 3 dias (mais ou menos).

As fraldas são lavadas na máquina, sem necessidade (nem é recomendado) de as pôr de molho ou fazer qualquer outro procedimento. As fraldas sujas vão sendo colocadas num saco para esse feito, basta apenas sacudir cocó na sanita se for o caso e retirar o absorvente do bolso. Depois, é só despejar o saco para dentro da máquina. Uso o detergente recomendado pela loja onde compro as fraldas (Ecologicalkids), Xau colónia de bebé, em pó (não se pode usar detergente liquido/gel), também coloco um pouco de aseptal (ou qualquer outro produto anti-séptico) na gaveta do amaciador.

A partir de certa altura, penso que terá sido quando a Beatriz tinha uns 8 ou 9 meses, comecei a ter alguns problemas com o odor das fraldas. As fraldas saiam da máquina aparentemente bem lavadas e sem odor mas depois, quando estavam a uso, bastava a Beatriz fazer um xixi para que ficassem a cheirar muito mal. Coloquei o problema à marca e deram-me algumas dicas de lavagem, mencionaram também que podia estar relacionado com a alimentação da bebé e com a quantidade de água ingerida, poderia dever-se à acidez da urina. Este problema foi-se arrastando e a partir daí comecei a utilizar as fraldas apenas em casa. Quando saímos coloco-lhe fralda descartável.

Entretanto, este problema foi-se resolvendo, ainda que nunca a 100%, de vez em quando lá volta a acontecer mas tem sido ultrapassado. Agora surgiu um detergente novo, para evitar estes problemas, mas ainda não experimentei.

As fraldas reutilizáveis não são um bicho de sete cabeças, não têm nada a ver com as fraldas de pano de antigamente. São produzidas com materais naturais, não provocam alergias, são de rápida secagem e não precisam de estar de molho. Quando alguma mancha persiste, colocar a fralda ao sol faz com que desapareça. Mas não são fraldas descartáveis, dão mais trabalho. Quem disser que não acho que se está a enganar a si próprio. O procedimento diário é: fraldas prontas na gaveta, colocar no bebé tal como as outras (muitas delas têm o mesmo esquema de velcro, é mesmo semelhante em termos de colocação, outras são de molas, mas simples também de colocar), na hora de trocar a fralda, em vez de ir para o lixo, tirar o absorvente do bolso e colocar ambos (absorvente e fralda) no saco das fraldas, antes sacudir cocó na sanita se for caso disso (quando não se consegue sacudir, nos primeiros meses em que os cocós são líquidos, passava por água antes de colocar no saco ou retirava o excesso com papel higiénico). Lavagem: despejar o saco para dentro da máquina e colocar o próprio saco também a lavar, geralmente lavo a 40º, se muitas tiverem tido cocó, faço pré lavagem, se a maioria for só de xixi, faço a lavagem normal. Uso o Xau colónia de bebé (não se pode usar amaciador). Colocar as fraldas a secar de preferência no exterior, ao sol, evita que ganhe manchas. Depois de secas, colocar os absorventes dentro do bolso das fraldas, fecha-las e coloca-las na gaveta, prontas a usar. Se forem muitas fraldas, este procedimento de "montar" as fraldas pode demorar um bocadinho.


Em conclusão, acho que o uso das fraldas reutilizáveis tem que ser ponderado, não é só vantagens mas tem muitas. Há quem diga que, embora se tenha que fazer um investimento inicial elevado, a longo prazo (cálculos a 2 anos de uso de fraldas descartáveis) torna-se mais económico o uso das reutilizáveis. Mas também gastamos mais água e electricidade na lavagem. Mas, do ponto de vista ambiental, não podemos esquecer a quantidade de papel, de água e de energia que se consome para a produção das fraldas descartáveis enquanto que o material usado nas de  pano é um recurso facilmente renovável. Acho que tem um grande peso na decisão sabermos que uma fralda descartável demora cerca de 300 anos a degradar-se realmente podermos fazer algo para diminuir a nossa pegada ecológica e contribuir para sustentabilidade ambiental.