Espero que o 1.º e último!
Ontem acordei normalmente (num hotel perto da Covilhã), depois do banho, ao limpar-me, apanhei um dos maiores sustos até hoje, ao ver a toalha ensanguentada. Olho para o chão, estava a pingar.
O meu obstetra tinha o telemóvel desligado a única solução, não havendo outra orientação, era ir a um hospital. Foi-nos indicado na recepção do hotel que seria preferível o da Covilhã.
A Nini ficou no hotel com os avós e nós lá fomos, com o coração apertado, lágrimas nos olhos e a temer o pior.
A frieza com que se é recebido é cruel. Foi preciso o Nuno falar alto para agilizar o processo de registo já que a marcação de consultas e horários parece ser prioridade e não quem chega a precisar de auxilio. Mas acabou por ser rápido.
Uma breve abordagem por duas enfermeiras, uma delas amável e preocupada (que procurou imediatamente o batimento cardíaco da bebé para me deixar mais tranquila) , a outra nem por isso. Um médico rude e até arrogante, que pouco me ouviu, a conversa com as 4 enfermeiras que se juntaram para trocar impressões sobre o Reveillon, era bastante mais apelativa.
Tudo bem com a bebé, fez ecografia, tudo normal, placenta ok (era o meu medo - um descolamento), liquido normal, biometria compatível com o tempo de gestação. O problema está no colo do útero, múltiplos pequenos pólipos sangrantes que parecem ter surgido do nada e de um dia para o outro. Estancou a hemorragia e fez algumas recomendações.
Fiquei triste por me terem respeitado tão pouco, não terem entendido a minha preocupação e estado de espírito, e reservado a conversa de café para sitio apropriado. Devo estar mesmo mal habituada, foi a primeira vez (desde criança) que fui a uma urgência, não quero generalizar que todo o serviço hospitalar público é assim, mas fiquei mesmo mal impressionada. É verdade que fui assistida, até quase prontamente, que nem isso acontece muitas vezes, mas senti-me tão desacompanhada, tão fora de contexto, à excepção da enfermeira simpática a quem fiz questão de ir desejar um bom ano antes de sair e de lhe retribuir o sorriso, que até aí não tinha conseguido.
Foi um início de dia (e de ano) bem atribulado mas, felizmente, nada de grave.
Esta semana terei consulta veremos se é tratável...