Sou mãe há 6 anos. Tenho uma filha de 6 anos. Já tenho uma filha com 6 anos. A Inês faz hoje 6 anos.
Isto requer alguma mentalização. 6 anos é um marco. É um ano de viragem. Vai entrar na escola de verdade, vai aprender a ler e escrever, vai fazendo cada vez mais parte do mundo dos adultos, vai entrando devagarinho, com novos desafios, responsabilidades, compromissos.
Ela quer crescer depressa. Por ela fazia já mais dois ou três seguidos. Ser grande é o objectivo. Todos os dias lhe digo que é tão bom ser pequenina, é tão bom ter (agora) 6 anos. Mas claro que ela não acredita.
A minha Inês é uma menina crescida. Ajuda-me em algumas tarefas, ajuda a colocar a mesa, a tratar da irmã, faz pequenos recados, atende o telemóvel quando eu não posso. Já se veste e despe sozinha, já precisa de pouca ajuda no banho. Fala muito bem, praticamente já não se engana nos tempos verbais. De vez em quando lá sai um di, mas corrige imediatamente para dei. Já sabe o que quer e o que não quer. Oh, se sabe.
Mas a minha Inês ainda é pequenina. Ainda precisa de muitos mimos e muito colo. Ainda pede para adormecer comigo. Ainda precisa de ajuda para acabar de comer. Ainda precisa do beijinho quando se magoa.
Não tem, de momento, um herói, uma paixão. Tem uma actividade favorita: escrever, desenhar e pintar. Anda sempre de volta dos papéis. Gasta imenso papel.
Tem uma relação com a irmã... de irmãs. Ora estão na maior, são as maiores amigas, riem como umas perdidas, fazem disparates juntas, correm uma atrás da outra, ora estão aos empurrões uma à outra, há choro e gritos e puxões de cabelo e mordidelas (da mais nova). Tudo normal portanto!
(Ainda) É muito melosa com a mãe e o pai. Gosta muito de mimo, de abraços, de atenção. É vaidosa. A cor favorita é rosa. Adora saias e vestidos, não gosta de calças nem golas altas. É muito calorenta (ou carolenta como ela ainda se engana de vez em quando).
A minha Inês hoje está de parabéns! 6 anos!